sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ana Carolina: "Buscar a felicidade é enfiar a cara na lama"

Lançando o sétimo CD de sua carreira, a cantora concede entrevista na qual fala sobre seu medo de envelhecer e a vontade de ser mãe. Aos 38 anos e bissexual assumida, a cantora defende que “filho tem que ter um pai” e que, para ser feliz, é preciso ser sincera consigo mesma

No auge de sua maturidade, Ana Carolina, 38 anos, diz que briga diariamente contra o envelhecimento. Recorre a incontáveis tipos de cremes, hidratantes, xampus e filtro solar. “Fico pensando que quero ficar com a mesma cara. Não quero que nada caia”, diz. Sua vaidade acaba aí: nos palcos, opta por pouca maquiagem, sempre veste preto e sua alimentação é regrada apenas devido à diabetes. “Nunca fui ligada em moda e não vou ser, porque é uma coisa que não me interessa”, afirma.
A cantora acaba de lançar o álbum #AC, no qual abandona as baladas românticas que se tornaram sua marca registrada para mergulhar em uma levada groove. Em vez do som da bateria, scratches do DJ Cia. A entrevista a QUEM foi em sua casa no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio, com vista para a Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante todo o papo, a mineira de Juiz de Fora não saiu da frente do computador. Séria, ela fala sobre maternidade, descarta a opção da inseminação artificial e faz um balanço sobre sua felicidade. Entre algumas pausas no meio das respostas, Ana para e pensa com seus botões. Botões estampados com o rosto do ator americano James Dean. E o que não lhe falta são opiniões.
QUEM: #AC tem samba, tango... Acha possível algum dia se dissociar das baladas românticas?
Ana Carolina: 
Queria um pouco isso. Fiquei conhecida e engessada por esta característica. Não é nem que não goste, adoro cantar balada. E vou cantar assim a vida inteira. Mas queria mostrar que podia fazer um disco de levada, de batida, de groove. É um disco dançante, mais quente, mais abusado, e descaradamente pop. Queria fazer com que as pessoas assoviassem as canções e ficassem com elas na cabeça o tempo todo.
QUEM: Você nunca é vista usando vestido. Por que escolheu um vestido, e vermelho, para a foto da capa do CD?
AC: 
Os vestidos são muito incômodos. A alça, aperta o peito, a cintura... Na foto tudo estava incomodando, o vestido era o de menos. Tudo molhado (ela aparece dentro de uma piscina), colando nas minhas pernas, mas o resultado ficou maravilhoso. Sabia que a cor do vestido iria dar um efeito interessante com a cor da água. Ficou bem diferente.
QUEM: Roupas pretas são sua marca registrada. O vestido vermelho pode indicar que você está mudando o seu estilo?
AC: 
(Ela faz uma pausa) Acho um pouco over. Não gosto de chamar mais a atenção do que minha música. Prefiro cantar, tocar, me ocupar com os instrumentos, com a música. Nunca fui ligada em moda. E não vou ser. É uma coisa que não me interessa.
QUEM: Você pode até não gostar, mas é atenta a detalhes. Sua blusa, por exemplo, tem botões estampados com a foto do James Dean...
AC: 
Botãozinho sim, vai... Tenho uma coleção de botões. Vou sempre a uma loja em Nova York que se chama Tender Buttons. Compro por tema, tenho o da Marilyn (Monroe), mulheres peladas, tem uns em formato de disco de vinil...
QUEM: Apesar de você não gostar de moda, se declara bastante vaidosa. Quais são seus cuidados de beleza?
AC:
 Uso cremes. Muitos cremes! Para rosto, corpo, tudo. Hidratação, prevenir ruga, peeling... Nunca vou a um médico só. Tenho sempre duas ou três opiniões. Eu me maquio um pouco somente quando faço fotos ou show. Não fico maquiada em casa. Também uso protetor solar 90. Para os cabelos, faço troca de xampus, uso dois tipos. Acho bom usar o xampu que retira resíduos químicos do cabelo. Tenho um supercuidado.


QUEM: Como encara a proximidade dos 40 anos?
AC: Tenho pavor do tempo passando sobre a gente. A coisa de envelhecer é difícil. Um tombo aos 25 é uma coisa, aos 40 é outra... Temo os perigos que a idade traz, por causa da vaidade. Quero ficar com a mesma cara. Não quero que nada caia.
QUEM: Faria plástica?
AC: 
Não sei. Faca eu não sei... Prefiro usar 1 quilo de creme a entrar em cinco minutos de faca. Por enquanto, pelo menos, estou achando isso.
QUEM: Você tem parcerias bem-sucedidas, como com o cantor americano Tony Bennett. Qual é a parceria dos seus sonhos?
AC: 
O encontro da minha vida foi com o Chico (Buarque, que canta a música Resposta da Rita no CD). Não tem um show que eu chore mais do que o dele. Perto dele, deixo tudo cair da minha mão, fico meio sem saber o que fazer. Foi emocionante gravar com ele, chorei muito, mas longe dele. Obviamente, cantar com o Tony Bennett foi um momento importante para minha carreira. É muito importante ter um nome desses a meu lado.
QUEM: Depois de cantar que comeria a Madonna, quem você comeria atualmente?
AC: 
Deixa eu pensar quem eu gostaria de comer... (faz outra pausa) John Mayer! Eu como ele pelo iTunes. Tenho consumido muito (risos).
QUEM: Consegue ficar muito tempo sem namorar?
AC: 
Não (ela se recusa a falar se está solteira)... Gosto de namorar, que é a coisa mais saudável que existe. Gosto do sentimento da paixão, é estimulante. Com relação a tudo. A paixão faz com que as pessoas mudem.
QUEM: E o que é mais importante em um namoro?
AC: 
Um relacionamento é para você viver o exercício da intimidade. É algo bom e complicado. O mais importante é quando as diferenças são conversadas, quando não se passa do limite. É importante abrir mão de coisas suas pelo outro, mas, sobretudo, tem que se ter respeito a você. Não deixar que a intimidade faça com que as medidas se percam. Momentos de solidão são importantes.
QUEM: É ciumenta?
AC: 
Sou passional, então não posso dizer que não sou ciumenta. Sou mineira... Um pezinho atrás. Desconfiada! Uma coisa boa de fazer, quando se sente ciúme, é não discutir na hora. O que existe para mim é o amor, e não tratos e contratos. Gosto de buscar conforto. Busco felicidade, que é o oposto do conforto, e, às vezes, buscar a felicidade é enfiar a cara na lama.
QUEM: E você é feliz?
AC:
 Sou, porque só faço aquilo em que acredito. Por isso a felicidade chega para mim. Não tenho problema de ter uma tristeza, isso explica por que minha relação é muito sincera com a felicidade.
QUEM: O que achou do fato de Daniela Mercury ter assumido sua homossexualidade?
AC:
 Daniela é minha amiga. Foi importante ela falar, ajuda as pessoas a entender a questão. As pessoas eram mais atrasadas quanto a esse assunto. O papo é tão antigo... Angela Ro Ro, Cássia Eller já falaram de maneira legítima sobre isso. Eu nem gostaria que esse assunto fosse tão falado. Porque parece que é um problema. Gostaria que fosse normal.
QUEM: Você já disse que gostaria de ter filhos. Ainda tem esse plano?
AC: 
Às vezes sim, às vezes não... Andei ficando meio em dúvida em relação a isso. Acredito em relógio biológico. O meu até bateu. Acho que, por causa da carreira, fico com um pouco de medo. O que é para mim está reservado.
QUEM: De que forma o fato de não ter conhecido seu pai (ele morreu quando ela tinha 2 meses) influencia seu desejo de ser mãe?
AC: 
Acho que o filho tem que ter um pai. Não faria uma inseminação artificial, em princípio, sem conhecer o pai. Não faria isso sem ter a figura masculina.
QUEM: Pensa em mudar o estilo de vida?
AC: 
Eu penso em dar uma parada, fazer outra coisa, ser dona de padaria ou sei lá o quê. De repente, vai que fico de saco cheio! A minha vida não é brincadeira. Estou meio viciada na história da música, de fazer show. Não pensei no que fazer. Depende do momento. Será?

domingo, 23 de junho de 2013

Ana Carolina inicia turnê americana com show lotado em Nova York

Além de Nova York, cantora se apresentará em Houston, Boston, Orlando, Miami, São Francisco e Los Angeles


Dona de uma das vozes mais adoradas do Brasil, Ana Carolina (38) está nos Estados Unidos para a turnê intitulada Sucessos, com shows por sete cidades: Nova York, Houston, Boston, Orlando, Miami, São Francisco e Los Angeles. Detalhe: todos as apresentações estão com ingressos esgotados.
A primeira parada foi na Big Apple com o show no Skirball Center da NYU, em frente ao icônico Washington Square Park. Totalmente à vontade no palco, Ana emocionou a plateia com seus hits românticos como Quem de Nós DoisPra Rua Me LevarA Canção Tocou na Hora Errada e Combustível, que integra a trilha sonora da novela Amor à Vida.
Durante o show, ela ganhou uma bandeira de uma fã, fez questão de reverenciar o símbolo nacional, mas preferiu não se pronunciar sobre os protestos que tomam o país. No camarim, ela conversou com exclusividade com a CARAS Online.
Está empolgada com a turnê?
É sempre um prazer voltar a Nova York e aos Estados Uniudos. A última vez que estive na Big Apple foi em agosto do ano passado para gravar um dueto com Tony Bennett. Estou muito feliz em me apresentar em sete cidades pelos quatro cantos do país. É o momento de rever os brasileiros que moram por aqui e de me aproximar ainda mais do público internacional.
E já começou com o pé direito!
Espero que sim, melhor você me dizer. (risos) Eu fiquei muito feliz com o show e o mais legal é poder levar um pouco mais de MPB para essa galera que vive aqui, poder dividir com eles um pouquinho da minha história. Queria mostrar as canções novas e também as mais antigas. Eu senti um carinho enorme e notei uma coisa curiosa, tudo o que falava em saudade, eles cantavam com mais vontade, com um sentido diferente. Será que essa saudade é do Brasil ou de alguém que ficou lá? Achei lindo, me emocionei.
Você vai fazer um show atrás do outro, cada um em um canto diferente. Onde encontra tanto pique?
Eu não pifo porque me divirto. A coisa mais importante de fazer música é trabalhar com o que gosto. Eu costumo brincar que o meu cachê é para pagar os músicos, hotéis, transportes, etc., mas na hora do show, a minha felicidade total independe do dinheiro. Sou uma pessoa realizada em fazer o que eu gosto.
Você tem muito pouco tempo em Nova York desta vez, mas quais programas são indispensáveis na cidade?
Ah, tem que ir ao MoMA, dar umas voltas pelo Chelsea e olhar as galerias de arte, ver um show no Blue Note... Quero ver os amigos que moram aqui, trocar experiências. Nova York tem uma efervescência cultural importante, é bom ver o que está aqui porque logo essas mesmas coisas vão aparecer em outras partes do mundo. Eu me sinto “adiantada”, parece que eu estou vendo algo que depois todos nós vamos ver lá na frente.
Se você tivesse que pagar excesso de bagagem, o que teria na sua mala?
Ah, se fosse para esculachar mesmo, então eu compraria a Estátua da Liberdade e a deixava bonitinha lá em casa! (risos) Como vai ser meio difícil, eu me divirto comprando meus violões em Nova York.
 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ana Carolina fala de letras sensuais: 'Gosto de mexer com os outros'

Cantora 'abraça o pop' em disco: 'Saudade de fazer pessoas assobiarem'.
Ela canta sobre stripper e beijos em boate: 'Não tem problema ser vulgar'.

Ana Carolina classifica seu novo disco, "#AC", como um "abraço com força total no pop", em entrevista ao G1. O disco tem algum romantismo, mas grande parte das canções são dançantes, marcadas por melodias mais diretas e forte presença de percussão.
Além do som "caliente", especialmente na faixa "Bang bang 2", ela canta versos sensuais. O fato não é novidade para quem já cantou "Eu comi a Madonna". "Eu gosto de mexer com os outros. Acho que as pessoas ficam mexidas com isso. Dá aquela balançada", diz Ana.
As parcerias também são destaque. Guinga, Edu Krieger e Moreno Veloso, filho de Caetano, estão na lista. O destaque é "Resposta a Rita", letra que dialoga com "A rita", de Chico Buarque, com participação do compositor da original. Ela conta que Chico sugeriu a mudança de um novo verso na nova canção. "Eu queria que ele se sentisse à vontade", explica 
 G1 - Além de ser mais pop, seu disco novo tem muita percussão e ritmos latinos ‘calientes’. Por que resolveu fazer assim?
Ana Carolina -
 “Pole dance” é a faixa que tem mais essa coisa latina. Como o disco não tem bateria, o elemento orgânico que nos restou foi a percussão. A parte rítmica foi a primeira a ser feita. Depois de voz e ritmo, colocamos os arranjos. Tem essa coisa quente mesmo. E a coisa pop. Abraço de novo o pop com força total. Fiz isso porque queria, estava com saudade de fazer canções para as pessoas assobiarem, que gostem e escutem na rádio. 
G1 - A música “Bang bang 2” tem uma base que lembra Britney Spears. Foi proposital?
Ana Carolina
Engraçado, eu não escuto muito a Britney. E é uma música da qual participei muito do arranjo. Toquei baixo, teclados, guitarra, violão, backing vocal, programação. Engraçado eu não ouvir essas coisas e isso estar refletido no trabalho. Mas o objetivo era mesmo fazer algo dançante, total.
G1 - Qual foi o comentário do Chico Buarque sobre a sua “Resposta da Rita”? Sei que ele gostou, mas fez algum comentário específico?
Ana Carolina
A gente teve um problema em um verso. Era o “e deixei como herança você sabe o que”, que não rimava bem com o verso seguinte. Então, na última hora conseguimos outra solução, que foi “um samba também”.
G1 - Houve uma aprovação final dele, então?
Ana Carolina -
 Eu queria que ele se sentisse a vontade para dizer se achasse que algo não estivesse certo.
G1 - O texto de divulgação do CD fala em “ponto de fervura”. Músicas como “Bang bang 2” e “Pole dance” têm letras muito sensuais. O que te levou a escrever essas letras?
Ana Carolina -
 Porque eu gosto de mexer com os outros. Acho que as pessoas ficam mexidas com isso. Dá aquela balançada. O cara fala: “Putz!”. Porque isso às vezes não é tão normal. Sei lá, eu gosto, me sinto à vontade de fazer, feliz. Acho a minha cara.
G1 - A história da dançarina de “Pole dance” é ficção ou tem alguma base real?
Ana Carolina
É inventada. Ela é bamba para caramba. Garota de programa, mas cuida dos filhos com atenção (risos).
G1 - Hoje a chamada MPB perde em popularidade para funk e sertanejo, que apostam justamente nas letras sensuais e ritmos fortes. Você acha que esse disco pode ganhar o público do funk e do sertanejo?
Ana Carolina
Não estou muito preocupada em ganhar o público de ninguém. Não é uma coisa de fazer isso para um objetivo.
G1 - Ao mesmo tempo, o disco tem letras mais complexas. É possível falar de sexo sem ser vulgar?
Ana Carolina -
 Dá, mas não tem problema ser vulgar também. O que é vulgar? Eu não acredito que não exista um ser humano na face da Terra que não tenha dito uma palavra dessas que constituem “o vulgar” na sua intimidade. Então, acho que é uma coisa um pouco hipócrita. O sujeito diz: “Ah, está falando coisas vulgares”. Aí vai pra cama e fala toda aquela merda para a mulher. Com esse negócio de vulgaridade que eu não vejo problema nenhum.

FONTE

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Alcione volta a priorizar o samba em CD que vai fazer a alegria dos fãs antigos

Cantora se apresenta no Vivo Rio na próxima sexta-feira


Rio - ‘Eterna alegria’, o CD que Alcione lança sexta-feira com show no Vivo Rio, repõe o samba em lugar de destaque na discografia da ‘Marrom’. O radiante samba que dá título ao disco, ‘Eterna alegria’, exemplifica a opção da cantora por gravar álbum vivaz. Produzido por Jorge Cardoso, o CD remete aos discos de Alcione nos anos 80.

Se ‘Produto brasileiro’ faz exaltação ao samba, ‘A dona sou eu’ ambienta o disco em clima de gafieira. Os quatro compositores do contagiante samba ‘Eterna alegria’ — Júlio Alves, Carlos Jr., Ramirez e Alex Almeida — são autores de ‘Conversa fiada’, pagode que reitera o tom expansivo do CD lançado pelo selo Marrom Music com distribuição da gravadora Biscoito Fino.
O repertório é de bom nível. Jorge Aragão é o autor de ‘Por ser mulher’, tema que ostenta sua nobre grife melódica. ‘Sem palavras’ é um samba manso que reitera a categoria de Francis Hime, parceiro de Thiago Amud na faixa. Já Arlindo Cruz contribuiu com o afro-samba ‘Ogum chorou que chorou’. É coisa de bamba!
Sem esquecer o romantismo, tônica de sua discografia mais recente, Alcione grava pela primeira vez música de Ana Carolina, ‘Pontos finais’, balada de Ana com Chiara Civello e Dudu Falcão. Nessa seara, há ‘Sentença’, tema dolente de Serginho Meriti, Claudemir e Ricardo Moraes.
Primeira parceria de Zeca Pagodinho com Djavan, ‘Êh, êh’ não está à altura do histórico dos autores. Mero detalhe! ‘Eterna alegria’ é CD com as cores vivas da ‘Marrom’.

Letra de LIBIDO



LIBIDO
                                                              Ana Carolina / Edu Krieger

A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte

No anúncio da revista ou na obra de arte
Na foto do jornal ou na letra do encarte
Suíte do motel, sala do apart
No meio bem no meio o calor que invade

A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte

Nas cabeças de Platão, Maquiavel e Descartes
No azul da atmosfera ou no vermelho de Marte
Na porta do seu corpo ou porta-estandarte
No topo de um vulcão ou fulminando de enfarte

A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte

No mundo virtual ou na realidade
No hall do elevador, na mão do biscate
No gesto do plebeu ou da majestade
Em quem chega cedo ou em quem já vai tarde
A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte

Pulsando na pureza ou na crueldade
Na ânsia do desejo ou na rivalidade
Às vezes até finge só amizade
Mas move o mundo inteiro sem dó nem piedade
A libido está em toda
A libido está em tudo
A libido está em toda parte
A libido está em toda parte

Rodrigo Pitta fala de hit na novela das 9 e parceria com Ana Carolina



Rodrigo Pitta entrou de vez para o cenário musical brasileiro. Depois do auê com a produção de seu álbum de inéditas “Estados Alterados” - a capa do CD foi feita por J.R Duran e o clipe de um dos 
singles
 foi dirigido por Fernando Meirelles -, o produtor musical fez uma parceria com Ana Carolina em “#AC”, novo trabalho da cantora lançado na última semana. Trata-se da música “Bang Bang 2″.

Além disso, Pitta está no horário nobre da TV com “Sambas Urbanos”, canção que faz parte da trilha sonora da novela “Amor à Vida”.  Ah, “Estados Alterados” será lançado no dia 12 de julho com um show no HSBC Brasil, em São Paulo. Glamurama vai,

FONTE

terça-feira, 11 de junho de 2013

TODA-TODA PARA NOVA TURNÊ


Ana Carolina, a querida cantora que vai começar nova turnê pelos EUA, está feliz da vida. Seu novo CD, #AC, lançado no iTunes, é campeão de vendas. O sucesso é tão grande que ela passou a perna até nos imbatíveis sertanejos. Viva!

FONTE

Curta a Ana no Foursquare!

O Instagram da Ana Carolina, mudou!

O Instagram da Ana, mudou!
Instagram da Ana AQUI
#EquipeAC


De Frente com Gloss – Ana Carolina

 É isso aííí… Quando você pensa que não, a vida te dá um sorriso, uma vodka e uma entrevista com Ana Carolina. Enquanto o vendedor de flores ensina seus filhos a escolher seus amores, eu pensava… O que perguntar pra dona da garganta que arranha a tinta e os azulejos?”. Tantas coisas… Antes, quando eu era um adolescente sem @ e sem o brilho do gloss, eu via Ana Carolina como uma pessoa séria, sabe ícone da MPB? Aquelas pessoas que você não vê na rua, no mercado, você só vê no Especial da Globo, em shows e em prêmios. Tinha essa impressão da Ana. Quando mudei pro Rio, isso começou a mudar… Soube que ela faz umas festas babadeiras na casa dela, com a pista de dança bombante e muito fervo. Fiquei curioso em saber o que está por trás dessa voz grave, do terno preto e dos cabelos mais vermelhos que o meu saldo bancário no fim do mês. Eis que Ana surge com um novo álbum todo repaginado, com uma pegada eletrônica e um lançamento todo tecnológico, investindo em internet (ela lançou o álbum primeiro na internet, com audição gratuita, inclusive), o que tem tudo a ver comigo. Confesso que depois dessa entrevista minha visão sobre Ana mudou. Estou meio Apaixonado! Então esse #DeFrenteComGloss é meio que um encontro bom… O Álbum novo já vem até com HashTag #AC… Olha aí… Quem de nós dois vai dizer que é impossível o amor acontecer? Vem se apaixonar pela Ana Carolina também gente! Divirtam-se! Está grande, mas está gostoso (Como deve ser tudo na vida!!)


HG – Ana, a capa do seu álbum novo me lembrou a clássica do Nirvana. Foi inspiração?
Ana – O Nevermind foi um grande álbum, mas a inspiração não veio daquele bebêzinho atrás da grana não. Rs. Quando fui a NYC gravar com o Tony Bennett, comprei uma câmera aquática Go-Pro, e quando voltei ao Rio quis experimentar a máquina e comecei a jogar umas coisas na piscina, rs, fazer umas imagens experimentais, joguei umas alianças, umas barbies amarradas, um relógio antigo e até um contra-baixo, sapatos… Foi tudo por água abaixo durante uns 30 dias. Risos. Resolvi então fazer daquele material um clipe e produzi a música “Un Sueño Bajo el Água”. A capa do disco foi consequência disso, fiquei umas 7 horas dentro da piscina, amarrada a pesinhos para fazer essa capa, engoli água e tive até dor de ouvido, mas o resultado ficou interessante. Não controlamos esse tipo de imagem, e só vemos o resultado depois de tudo feito, a foto da capa tem uma bolha sensacional que deu um toque especial.

   Ana pegou o look da capa do CD da Ivete e se jogou na piscina!!

HG – Falando em capa, na capa você está com um vestido vermelho babado, mas eu só te vejo de terninho preto. Por que tantos terninhos pretos?
Ana – Eram muitos babados mesmo e são muitos terninhos também, risos. Olha, sempre achei bonito ver uma orquestra onde as mulheres se vestem de preto, os músicos de casaca, uniformizados e padronizados para que o público esteja sempre concentrado na música em si.
De certa forma tem isso, eu gosto dessa formalidade do terno e do preto, gosto de chamar atenção para a música em si, para a canção e não para a indumentária. O terno me cai bem, mas meu closet pode conter surpresas. Não ligo muito para a moda como eu ligo para a música, mas posso vestir o que me faz bem e seja con-for-tá-vel e o que não interfira na mensagem da música. Tenho um terninho da Glória Coelho feito de cabelo sintético, você iria adorar.
Dessa vez queria fazer uma capa que apontasse uma mudança e nada como um “vermelhinho básico”, não é?
                                           Ana toda montada ficou a cara da Bananinha!
HG – Seu álbum está super eletrônico, muitas batidas eletros, com percussão. Você com “Poledance”, que é quase um funk com tanto “ela rebola, rebola, rebola, ela quer dolar, dólar, dolar”. Dá até vontade de fazer coreografia. Da onde veio essa Ana Carolina diva pop?
Ana – POP DIVA é nome bom para um batom, alguém já patenteou? Hummm, essa coisa de DI-VA não é comigo não, acho que eu sou mais de observar a VI-DA e o cotidiano do mundo, das pessoas, gente que inspira, histórias e personagens da “vida real”.
É assim que trato de uma personagem na canção “Poledance”, que é uma garota de programa, uma mãe responsável, mulher culta, e que só quer ganhar o dela para criar os filhos. Gosto mais de tratar dos sentimentos e sonhos do ser humano e não criar uma imagem fictícia de mim mesmo, tudo menos a ilusão.
Esse disco é mais “groove” do que os outros, acho que o disco está com menos “balada” e mais com cara de “balada”. Risos. Gosto da ideia de falar com todo mundo sem barreiras. Também quero experimentar falar com o público na pista de dança, na festa, quero poder “derreter” na “balada” como na letra de “BangBang 2″. Essa vai render coreografia também, almôndega, trenzinho, todo mundo se amando… Aposto.
O #AC tem o pop que convida o ouvinte para dançar, mas também convida a contemplar o violão do mestre Guinga e um belo arranjo de cordas em “leveza de valsa”. Gosto desses contrastes. Um cardápio para todos os gostos.
HG – Com esse álbum tão animado não vai dar mais pra fazer aquele show “um cantinho, um violão”. Vem superprodução por aí? Troca de figurino, ballet, uma coisa Beyoncé rs? Tem que ter dancinha, gente!
Ana – Hahaha. O pessoal está animado, a última turnê “Ensaio de Cores” fiz tudo mais calminho, somente quatro mulheres no palco, mais tranquilinho, mas mesmo assim o pessoal chegava animadíssimo com chifrinhos piscantes, apetrechos de festa fluorescentes. Eles parecem querer festa, dançar, talvez o #AC role nas festinhas e eu tenha mesmo que fazer um “bailão”. Risos… Ainda não sei.
Estou excursionando por 7 capitais dos EUA agora em junho e ainda tenho que cumprir datas dos show de “Sucessos”, mas já estou anotando ideias para o show do #AC, vou anotar aqui: dancinha da Beyoncé; ou das poderosas da Anitta; perguntar como faz ao Hugo Gloss.
                               Muitos queriam ser essa guitarra pra ser dedilhada por Ana!
HG – “Pelo iPhone” resumiu a minha vida. Aliás, esse seu álbum tá todo Apple. Eles já te mandaram algum presente por tanta menção aos produtos? A Samsung deve ter ficado #chatiada, rs…
Ana – Gloss, avisa lá, negocia com eles uns “brinquedinhos” e a gente racha. Risos. Mas não é “merchan” não, é vício mesmo. Risos. Passo muitas horas online, fico mais com o iPhone que com minha mãe, meus amigos e meus 3 cães… Risos. Somos “escravinhos” dos “brinquedinhos” eletrônicos, não é? As músicas falam desse nosso mundo moderno e louco com uma rede virtual, celulares com aplicativos que simulam e resolvem. Falo do habbo, do google, do iPad…
HG – A música “BangBang 2″ é babado, confusão e gritaria, você fez pensando nas gueis? Ela vai render vários remix bate cabelo!! Vai ter um clipe western com bees fazendo bang bang ou gang bang? rs…
Ana – Pois é, essa música vai pegar na pista quando a turma estiver quente, não faço música para alguém ou um grupo em específico, mas para todo mundo.Todos temos o direito de bater o cabelo!!!!!!!
Bang bang de abelhas “bees”, é isso que você quis dizer???Ou gang bang dos cowboys destemidos que atiram pra todos os lados?? Esse seu “saloon” imaginário é animado hein?
Não pensei sobre um clipe ainda e vou anotar… Cowboys gang bangers; ver com o Hugo Glossssssss.
HG – Eu Amo a citação “Apple, Ego, Google, Baco” que você canta em “El Sueño Bajo el Água”. O Ego é o site de fofoca ou o ego da gente? Rs…
Ana – Você tá pensando muito em marcas, outro anunciante. Risos.
O Ego é esse monstro teimoso, orgulhoso e vaidoso que todos nós temos. Ego é a própria ilusão movida pelos “cavalos” dos sentidos, é o que nos faz querer ter, ser, possuir, conquistar, desejar. Nos faz fingir ser quem não somos, mentir, tomar hormônios, fazer botox. Sofremos consequências do ego o tempo todo. Mas não somos o Ego, o “eu” que achamos que somos , somos a consciência por trás disso. É uma longa jornada tentar entender o ego através do despertar da consciência .
O ego da canção é o ego da gente, feliz ou infelizmente.
HG – O Clipe dessa música me dá uma aflição, aquela piscina com um monte de coisa embaixo d’água. De repente aparece você, Chiara. A direção é sua e soube que a música surgiu depois do vídeo. Da saiu essa ideia de gravar tanta coisa nessa piscina? Você tava num dia de fúria e saiu jogando a mobília na água?
Ana – Pois é, foi um “experimento” com minha camerazinha Go-Pro (olhe aí outra marca). Risos. Foi como pintar um dos meus quadros, fui jogando as “tintas” cores… No caso, fui jogando coisas na piscina. Risos.
Ana Ryca, afogou a casa toda. E você fechando a janela de casa pra chuva não molhar as coisas…
HG – Em entrevista ao UOL você disse que não quer levantar bandeiras porque é um preconceito ao contrário. Ao mesmo tempo o seu álbum é cheio de citações gays, como “No Rio o beijo gay não choca mais”, “Eles falam de mim porque eu sou diferente, eu falo deles porque são iguais” (eu entendi como uma referência a homofobia). Não é contraditório?
Ana – Ótimo você tocar nessa questão. Esses versos tratam disso, se alguém disser que você é diferente, fale deles também, pois eles são iguais a você. Somos todos diferentes individualmente, mas iguais como humanidade e deveríamos nos ver assim, sem grupos, guetos, partidos, inimigos. Fui entrevistada pelo Uol para falar do meu disco, vieram com questões sobre o casamento da Daniela Mercury e Marco Feliciano, e eu disse que obviamente apoiava Daniela, somos amigas, e que não perderia tempo em falar dele.
Quem me conhece e acompanha minha carreira sabe que sempre apoiei, dei voz a causa gay e falei abertamente sobre minha sexualidade. Levantei bandeiras nesse sentido e literalmente, no entanto quiseram interpretar minhas palavras para criar uma “faceta” da minha pessoa, que não corresponde a realidade. Sei dos meus princípios e sou fiel a eles e ao meu público.
Só posso ser a favor da igualdade de direitos e disse o que acredito, devemos ser todos iguais, não deveria haver grupos distintos “nós gays”, “eles héteros”, “nós negros”, “eles brancos” e que, se nos tratarmos como iguais, sem preconceitos ou diferenças, não precisamos parecer “diferentes” aos olhos de todos. Somos uma coisa só, seres humanos. Todo mundo tem que ser quem é e de preferência ser feliz. Inclusive, quero que todos leiam a resposta ao Bloggay falando sobre essa entrevista.

HG – Falando em gay e em música, por que você acha que tem tanta cantora de MPB lésbica? Já virou quase um pré-requisito!!
Ana – A música é como o amor, não tem sexo, abarca tudo, a todos. Não tem essa de contar o número de mulheres gays, ou não gays, bis ou “tris”, na música, no cinema, no futebol. É disso que falo, não importa o sexo ou a condição sexual de quem faz a música ou pão que a gente come no café da manha. O Brasil é um país de grandes cantoras.
HG – Por que você acha que suas fãs são tão escandalosas? Não te irrita tanta gritaria nos shows?
Ana – Faz parte do show de todo artista que se relaciona com seu público no campo das emoções e dos sentimentos descritos em uma música. É carinho e paixão, os fãs sabem que tipo de show eles estão, não sou uma “boy band”, meus fãs apreciam a música e na hora de animar, eles animam. Em Salvador, na concha acústica acho que o pessoal animou demais, ja viu?
HG – Já ouvi dizer que depois do Wando, você é a artista que mais recebe lingerie no palco. É verdade? Você guarda?
Ana – Nunca soube, nunca pensei. Risos. Nessa coisa de calcinhas, Wando será eterno e único. Bichinhos de pelúcia batem o recorde.
HG – Perguntinha clichê, mas no seu caso acho babado. Você já pegou muita fã? Fã é bom de cama ou dá preguicinha porque fica elogiando toda hora?
Ana – Oh behaveeeeeeeeee Glooooosssssss. Cada caso é um caso, prefiro o chiclé ao cliché e nem vou responder. Risos. Passo.
HG – Aliás, você é pegadora? Eu sei que as suas festas são babado!
Ana – Isso é uma pergunta ou uma afirmação? Você está muito ai se eu te pego com o badalo na balada, babado”. Risos. O povo fala o povo fala mesmo. Risos. Sou na minha, Glossssssssssss.
HG – Você ainda pega uns boys de vez em quando?
Ana – Gosto de homens e de mulheres e você o que prefere?
HG – Vamos falar de moda e beleza. Você é tão branquinha, Ana. Você não toma sol nunca? Não vai a praia? Ou usa pencas de protetor?
Ana – Kkk. Protetor solar Gloss, muito protetor, tenho 3 dermatologistas para me defender do sol. Risos. Mas sempre fui branquinha. Rs. Gosto mais de sair de barco quando dá, mas sempre tem uma sombra amiga por perto… Risos.
HG – E o seu cabelo, hein? Esse ruivo deve ser dificil de manter. Você vai ao salão toda semana?
Ana – Se você não vai ao salão, ele vem até você rs.. Ai gente é igual a todo mundo, tem que manter a “beleza” em dia. Tenho produtinhos legais, alterno shampoos, aquelas coisas… Semana passada renovei o kit beleza: maquiagem, vários “curvexes”… Qual o plural de curvex? Risos.

HG – Eu lembro no seu primeiro CD o seu cabelo era mais enrolado. Você fez progressiva ou só faz escova?
Ana – Gente você repara em tudo “Glossário”, até debaixo dos caracois dos meus cabelos. A escova progride, a vida evolui, o cacho relaxa, o creme seduz.

Cabelo original, liso e louro. #nofilter

HG – Agora sobre os figurinos… Por que tanto preto?
Ana – Não tenho nada contra o preto e nenhuma cor, respeito todas as cores do arco-iris. Não sou uma WIB Women in Black, relaxem.
HG – Quantos terninhos você tem?
Ana – Tenho menos ternos do que discos. Tem bastante, mas sempre renovo e faço uma doação dos que já não uso mais. Carmem Miranda tinha turbantes e frutas eu tenho terninhos e botões, tenho botões com a cara da Elizabeth Taylor. Risos… Gente a vida não é um terninho, não vou a Cobal de terninho!!
                                         DUELO: Quem tem mais Ternino: Dilma ou Ana?
HG – Agora com esse disco novo você vai usar uns vestidos ou nunca pensou?
Ana – Outro dia fiz novas fotos com o vestidão vermelhão, ele tem uma espécie de vida própria, tem que encarar de frente… Não gosto muito de saia, mas nunca digo unca, isso não tem importância pra mim… Mas vou anotar: vestidinhos coloridos e variados para a estação; perguntar com ao Hugo Glosssss.
HG – E salto? Você tem uns Louboutins? Você encara um saltão?
Ana – Eu tenho uns saltos Fenders, umas sandálias Gibsons, umas botinhas Les Paul, meu fetiche maior é tocar melhor e não ficar mais alta no salto. Rss. Uma bota alta bacana já to pensando em encarar, vi uns modelos Los Angeles. Comprei umas.
                Ana vai fazer a Lady GaGa com essa bota! É quase um item de decoração, né?
HG – Sobre a música dos outros, o que você escuta? O que tá na sua playlist do iPod no momento?
Ana – Ouço de tudo randomicamente, Bjork, Guinga, Bethania, Alanis, Chico, Bennett, Dylan, Sergio Mendes, KD.Lang… A lista é mega.
HG – Você ouve rádio? Você já ouviu “Show das poderosas” da Anitta? O que você acha dela?
Ana – Preta me falou de Anitta outro dia, disse que já a conhece há um tempo, e que sempre deu a maior moral para ela. Soube que o nome dela é Larissa, mas não a conheci.
É sempre legal ver uma mulher se estabelecer nesse mercado da música, um ambiente hostil para meninas ainda mais na idade dela. Na próxima festa “babado” vou pedir a Preta pra chamar Anitta e umas poderosas. Vou colocar “Poledance” para tocar e te chamar para apitar o jogo.

             Ja quero um dueto, será que a Anitta topa ensinar o quadradinho de 4 pra Ana?                    
                                                             #ShowDasPoderosas
HG – Sempre tem música sua em novela, mas você ASSISTE? Você sabe por exemplo em que momento tocam suas músicas em “Amor à vida” e “Flor do Caribe”?
Ana – Nunca sei e nem conversei com autores, as vezes brincam comigo, o Bruno Gagliasso que já teve duas musicas minhas como tema de seus personagens, me perguntou “Ana, qual é a próxima?”; como se eu soubesse… Rs.
Essa semana, me entrevistaram sobre ter feito 22 musicas para trilhas de novelas e eu nunca as tinha contado. Acho legal que as músicas cheguem ao Brasil todo, mas não acompanho as tramas, de vez em quando dou uma olhadinha e o pessoal me conta.
HG – Já que estamos em dramaturgia, você dirigiu seus últimos clipes. O que achou de dirigir? Podemos esperar Ana Carolina diretora de outros clipes de outros artistas, de um curta, de um longa?
Ana – Pode esperar que eu vou continuar estudando sobre edição, direção e tudo sobre esse universo. Só penso agora em unir música e imagem e deixar tudo com um toque ainda mais pessoal . Tenho gostado da experiência, quero fazer mais uns videos para esse disco e para os shows. Mas sim, eu posso querer me envolver com o cinema experimental. Gostei do resultado de “Leveza de Valsa”…
HG – E atriz? Você já recebeu convite pra alguma coisa? Faria uma ponta?
Ana – Dependendo do papel, não descarto nenhuma boa ideia.
HG – O CD sai em junho. Quando começa a turnê? Já tem alguma data prevista?
Ana – Preciso fazer uns shows de “Sucessos” nos EUA, depois começamos o projeto do novo show, que sai até o final do ano, é um disco ensolarado, sairemos até o verão. Quero rodar esse país e ver todo mundo fazendo dancinha.
                                                        Ana engolindo Hollywood!
HG – Me chama pro seu próximo clipe? rs….
Ana – Ainda estou escolhendo um tema para rodar “Combustível”, mas é sobre uma apaixonada, fanática, suicida, louca por seu amor, dá para você fazer esse papel? Sabe mexer com fogo? Mande seu composite e seu “rolo”, para avaliarmos. Rs.

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Consagrada pelas baladas, Ana Carolina incorpora novos sons e DJ em #AC

Uma das maiores vendedoras de CDs e DVDs do Brasil na era 2000, Ana Carolina lança #AC (Sony Music), álbum marcado pela influência das redes sociais e pelo interessa dela em sair de sua zona de conforto
Ana Carolina, 38 anos, se rendeu ao pop no disco #AC (Sony Music). “É um disco mais solar, quente e efusivo de todas a maneiras. Estou voltando de braços abertos ao pop”, define a cantora mineira. O ar mais moderno do novo trabalho vai da sonoridade ao título, que incorpora hashtag – ferramenta ícone do microblog twitter.
Para isso, a cantora mudou radicalmente o estilo musical. Conhecida como uma das maiores vendedoras de CDs e DVDs do mercado brasileiro na era 2000, Ana Carolina largou mão da fórmula que lhe rendeu 22 músicas em trilha sonoras de novelas – quase todas da Globo.
Uma das maiores vendedoras de CDs e DVDs do Brasil na era 2000, Ana Carolina lança #AC (Sony Music), álbum marcado pela influência das redes sociais e pelo interessa dela em sair de sua zona de confortoAna Carolina, 38 anos, se rendeu ao pop no disco #AC (Sony Music). “É um disco mais solar, quente e efusivo de todas a maneiras. Estou voltando de braços abertos ao pop”, define a cantora mineira. O ar mais moderno do novo trabalho vai da sonoridade ao título, que incorpora hashtag – ferramenta ícone do microblog twitter.
Para isso, a cantora mudou radicalmente o estilo musical. Conhecida como uma das maiores vendedoras de CDs e DVDs do mercado brasileiro na era 2000, Ana Carolina largou mão da fórmula que lhe rendeu 22 músicas em trilha sonoras de novelas – quase todas da Globo.
Ana Carolina define #AC, seu sexto álbum de inéditas, como “supermoderno”
Em #AC, a cantora quis mostrar que é uma cantora versátil e que sabe fazer muito mais do que as costumeiras baladas. “Eu queria provar por A + B que não faço só balada, que faço groove também. Gostei muito do resultado”, ressalta.
O ar contemporâneo do álbum está, entre outros aspectos, em substituir, em todas as doze faixas, o som da bateria pelas intervenções eletrônicas do Dj Cia e das programações pilotadas pelo baiano Mikael Mutti.
A decisão, que partiu de um dos mais requisitados produtores da atualidade, Alê Siqueira, foi imediatamente acatada pela cantora: “Eu achei incrível. O álbum ficou, ao mesmo tempo, super orgânico por conta da percussão e dos scratchs” , diz, referindo-se à mixagem de sons.
O trabalho surpreendeu também o mercado fonográfico. Pela primeira vez, uma grande cantora brasileira  disponibilizou a versão digital antes do CD físico  chegar às lojas. Sexto álbum de inéditas da carreira de Ana Carolina, #AC tem venda prevista para junho, mas já está à venda no iTunes. “O disco é ultramoderno. As pessoas poderão ouvir em pílulas, no tempo que quiserem. Não acredito mais na coisa do disco. Acredito em single. Não tem mais aquela coisa de escutar tudo”, afirma.
Vício
A internet tem sido uma grande parceira de Ana Carolina. “Qualquer segundo de espera, no dentista ou na rua, é motivo de pegar o celular. É um companheiro”, revela. Viciada assumida, ela confessa dispensar de 12 a 14 horas por dia interagindo com os fãs nas redes sociais, descobrindo novos jogos e pesquisando no Youtube. “Fico buscando sons… é uma coisa muito rica. Descobri coisas legais como a possibilidade de você poder usar uma música do Youtube para samplear se ela for muito antiga”, conta empolgada. O gosto pelo mundo virtual veio com um problema. Assolada por fakes nas redes sociais, Ana Carolina achou como saída criar seus próprios perfis. Aos poucos, se encantou com tantas possibilidades.
Ela, de fato, interage com frequência com os dois milhões de seguidores do Facebook, os 40 mil do Twitter e com os quase dez mil do Instagram. “Estou muito mais conectada que antes. Eu sofro quando não entro na internet”, confessa .
Para Ana Carolina, o melhor da internet é a troca de informações. E o que pode, muitas vezes, ser o pior, é a liberdade que as pessoas têm em opinar. Sobre superexposição, ela valida atitudes como o da amiga Daniela Mercury, que usou uma rede social para assumir o casamento com a jornalista baiana Malu Verçosa: “Eu achei ótimo ela falar. Na minha época não afetou em nada minha carreira. Você não fica melhor ou pior por isso. Não muda. Até porque, a música acaba sendo mais importante. As pessoas vão continuar indo pro show dela. E que bom que seja assim”.
Ana Carolina não tem medo de perder o público ao ousar. Foi assim quando assumiu sua bissexualidade, em meados da década passada, e continua sendo agora, ao apresentar um trabalho bastante diferente do que costuma produzir. “Ainda mais agora que eu tenho um selo e que isso é um negócio. Eu faço realmente o que eu quero fazer. Não tem mais peso em lançar hits”, confessa a artista.
Candidatas a hits
E mesmo sem pretensão, algumas canções do novo disco já são conhecidas do grande público, como é o caso de Luz Acesa, e da composição em parceria com Edu Krieger, Combustível, aposta de Ana Carolina para levar o título de hit em  #AC. As duas faixas foram incluídas nas trilhas sonoras das novelas  Amor à Vida e Flor do Caribe, ambas da Rede Globo.
Além delas, Um Sueño Bajo El Água, composta com a italiana Chiara Civello, e Leveza de Valsa, parceria com Guinga, ganharam videoclips dirigidos por Ana Carolina, ambos já com milhares de exibições na Internet e bem executados nas rádios de todo o Brasil. “O disco foi acontecendo”, resume Ana Carolina.
Isso foi há dois anos, quando ela fez pequenas gravações em demos. “Há três meses encontrei com Alê Siqueira. Fiquei encantada com o trabalho dele e quero fazer novas coisas”, elogia o produtor artístico que já assinou trabalhos como os Tribalistas, Marisa Monte e Arnaldo Antunes.
Chico e Bethânia
A parceria com Alê Siqueira, avalia Ana,  deixou o disco “menos hermético que o último disco, N9ne”. O álbum começa com a faixa dançante Pole Dance, e segue com músicas como Canção Para Ti, parceria da cantora com Moreno Veloso e Carlos Rennó, e Bang Bang, com Rodrigo Pitta.
#AC apresenta ainda outras duas novas versões. Uma delas, Resposta da Rita, foi a pedida da amiga Maria Bethânia. A canção é uma divertida brincadeira com uma das mais emblemáticas canções do repertório de Chico Buarque, A Rita. Chico  faz uma participação especial na gravação.
A outra música é Pelo iPhone, uma espécie de atualização de Pelo Telefone, de Erasmo Carlos. “Fala dos prazeres e desprazeres do iPhone, dos casamento desfeitos… É uma brincadeira, crônica cotidiana”, explica.
















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